sexta-feira, 2 de julho de 2010

Luto..

10:30 horas da manhã já estavam todos preparando seus lugares para um jogo muito esperado. A família toda reunida, vuvuzelas, bandeiras e a confiança de mais uma vitória. Antes do início da partida corações anciosos deduzindo o resultado: vitória brasilera.
11:00 horas em ponto e o jogo começa. A cada ataque brasileiro o coração queria pular para fora. E em apenas 10 minutos de partida um gol de Robinho aplaca tanta ansiedade. Todos comemoram. E mais tranquilos assistem o desenrrolar do primeiro tempo. Este acaba com apenas um gol favorecendo o lado brasileiro. Holandeses com corações apertados, mas com a esperança que todo torcedor têm.
No intervalo a felicidade brasileira se destaca nos torcedores do estádio Nelson Mandela.
Mas...ainda no intervalo a insegurança já se faz presente no comentário de Galvão: " O Brasil deveria ter definido no primeiro tempo". Isso significaria uma possível virada da Holanda? Seria o último jogo do Brasil em sólo africano?
E começa o segundo tempo...
Tão segura nos 45 minutos iniciais, a equipe começou vacilante na segunda etapa. Sete minutos depois, o Brasil sofreu o empate num lance que, até então incomum na copa:  falha da zaga, e ainda por cima numa bola aérea. Julio Cesar e Felipe Melo se chocaram, e a bola cruzada por Sneijder desviou de leve no volante antes de entrar. Foi o primeiro gol contra do Brasil na história dos Mundiais.
A igualdade no placar desestabilizou o Brasil, que ficou acuado em seu campo e viu suas tentativas de ataque esbarrar em erros de passe. O emocional estava falando mais alto. O nervosismo era quase palpável. E o maior inimigo do homem agora já estava em campo: a insegurança. O empate pesou muito no psicológico dos jogadores brasileiros que até então inabalável, começou a controlar seus movimentos.
E as consequências dessa insegurança vieram logo: seis minutos depois da substituição de Michel Bastos, a Holanda conseguiu a virada. E em outra falha da defesa. Uma cobrança de escanteio encontrou Kuyt, que, posicionado na primeira trave, desviou a bola para trás, e Sneijder cabeceou para a rede. Mais seis minutos, e a situação piorou. Felipe Melo fez falta e em seguida deu um pisão em Robben, recebendo cartão vermelho direto.
Menos um lutador em campo. E as únicas esperanças estavam todas em Kaká, Robinho e Luís Fabiano.
No sofá, assistindo o jogo, o sentimento era o mesmo. Ao aproximarem os minutos finais a visão já estava turva. Tonturas  impediam de se concentrar na televisão. Eram os olhos não querendo enxergar a realidade. Agora a derrota era quase palpável. O sentimento de vitória garantida do primeiro tempo já não se fazia mais presente, sucumbindo ao sentimento de sonho acabado. A derrota iminente impedia os nossos lutadores de persistirem com ardor. Não conseguiam mais se mover. A realidade os impedia. Era a inabalável seleção brasileira enxergando o sonho virar medo.
Mas como a esperança é a última que morre, todos ainda esperavam um gol brasileiro para levar a partida à prorrogação, onde o Brasil poderia se recuperar. Não... O comentário de Galvão no intervalo do primeiro tempo ecoava em nossos ouvidos: " O Brasil deveria ter definido no primeiro tempo". É, deveria.
Aos 44 minutos, veio a tentativa derradeira. Daniel Alves teve uma cobrança de falta, mas a bola explodiu na barreira. Ouve-se o som do apito que nunca antes havia incomodado tanto. Era o final da partida. Era o fim do sonho do hexacampeonato.

Perder não é legal, mas faz parte. Ninguém vence se não houver um perdedor.
E aqui acaba a caminhada para o hexa.
Luto...todos pranteando a morte do Basil na copa.




Só resta escolher outro favorito para a copa.

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