A vida nada nos ensina, na verdade ao viver se aprende apenas a morrer, mas não o ato apenas de morrer, morrer de uma forma amena, tornar a dor diminuta até a morte, ampliar caminhos para seguir apenas com uma certeza: há de se morrer uma dia.
Assim se sofre menos, se morre com um sorriso...
Assim caminhamos, aprendemos e cada dor que pelo caminho encontramos, torna-se o refrigerio da alma que cada dia ao viver não vive, degusta um pouco do morrer. Na verdade ninguém nos ensina a morrer, a vida nos prepara para tal morte, assim ao decorrer do tempo não vamos vivendo, vamos morrendo, a dor se torna algo não mais sentido, apenas percebido, se sabe que ali esta ela, basta fitar olhos e contemplar seu sorriso.
No início a dor aparece como uma presença insuportável e isso se testifica com lágrimas, desespero e mágoa.
Ao longo do tempo vamos nos unificando para com ela e percebemos que ela, a dor, é apenas a companheira mais chegada, fiel, aquela que não se vai, que ao nos abraçar é fria, mas ao longo do tempo nos aquece ou nos esfriamos juntamente com ela?
Alguns se desesperam um pouco mais, outros se recusam a aceita-la, mas todos ão de abraça-la, dela se alimentam, por isso vivem, por isso morrem.
Mas o que nos motiva a continuar a viver...é a esperança de um reencontro!